Ferramentas de gestão de manutenção corretiva para equipas multi-site: 6 critérios
Compare ferramentas de manutenção corretiva para equipas multi-site, com seis critérios para ordens de trabalho, mobile, integrações e colaboração.
Compare ferramentas de manutenção corretiva para equipas multi-site, com seis critérios para ordens de trabalho, mobile, integrações e colaboração.

"Quem está a tratar da fuga no edifício de Braga?" "Alguém ligou de volta à empresa dos elevadores?" "Qual destas folhas de Excel é a versão certa?"
Se estas perguntas se ouvem todas as semanas na sua equipa, as suas ferramentas de gestão de manutenção corretiva estão a esticar cada avaria mais do que deviam. Num portefólio de edifícios, as avarias vão sempre acontecer. O que limita os estragos é a rapidez com que a pessoa certa fica a saber, tem a informação de que precisa e fecha o trabalho com provas de que ficou mesmo resolvido.
Este guia compara os principais tipos de ferramentas e dá-lhe seis critérios para as avaliar: ordens de trabalho, usabilidade mobile, integrações, colaboração, visibilidade multi-site e o caminho para a manutenção planeada.
Ferramentas de gestão de manutenção corretiva servem para registar, atribuir, acompanhar e fechar reparações não planeadas, desde que a avaria é comunicada até à validação final. Normalmente fazem parte de um software de gestão de manutenção mais completo, que junta também a manutenção planeada, o registo de ativos e os relatórios. É aí que a caldeira que avaria todos os invernos passa, finalmente, a ter um plano de manutenção próprio.
A manutenção corretiva é um dos três principais tipos de manutenção, a par da preventiva e da preditiva. A preventiva e a preditiva são planeadas antes de alguma coisa falhar. A corretiva começa quando algo já correu mal: a caldeira morre, o elevador fica preso, a arca congeladora da cantina deixa de congelar.
Todos os trabalhos corretivos começam da mesma forma: um aviso de avaria, uma ordem de trabalho e um técnico a caminho. Por isso, a ferramenta que escolher define boa parte da semana da sua equipa.
Uma caixa de email partilhada funciona bem até ter 37 avisos de avaria por ler, de nove edifícios diferentes, sem que ninguém consiga perceber qual deles é a inundação. Cada novo edifício traz mais prestadores de serviços, mais uma pessoa responsável com a sua própria forma de comunicar avarias e mais um sítio onde um aviso se pode perder.
E os números não deixam dúvidas. 44% dos facility managers consideram que acompanhar ordens de trabalho consome muito tempo; e 48% dos atrasos na execução das ordens de trabalho devem-se a falhas de comunicação (fontes: JLL Technologies; Gartner; dados próprios da Infraspeak). A maior parte destes atrasos acontece na passagem de informação entre pessoas: o aviso esquecido no email de alguém, o prestador que nunca recebeu a fotografia, a equipa do edifício a quem ninguém disse que o trabalho estava fechado.
E depois há um problema maior. Quando se passa o dia inteiro a apagar fogos, não sobra tempo para planear a manutenção preventiva que evitaria a próxima avaria. Resultado: avariam mais coisas e a equipa passa ainda mais tempo a apagar fogos. Chamamos-lhe o Loop reativo do FM. E uma ferramenta que só ajuda a fechar tickets mais depressa, deixa a sua equipa presa nesse ciclo.
Para quem lidera FM, o loop aparece nos números pelos quais é avaliado. A parte do trabalho que a sua equipa planeia com antecedência (o seu rácio entre manutenção preventiva e corretiva) não sai do sítio, as chamadas de emergência comem o orçamento e a administração vê o FM como o departamento que apaga fogos (e pergunta-se porque é que há tantos).
No site de cada fornecedor de software, as listas de funcionalidades são todas parecidas. Estes seis critérios mostram as diferenças que importam numa operação multi-site. Cada um traz uma pergunta para fazer em todas as demos.
Uma boa gestão de ordens de trabalho significa que cada trabalho reativo tem um só registo, desde o primeiro aviso até à validação final. Estado, fotografias, mensagens, custos e documentos ficam todos ligados a esse trabalho, sem que nada se perca na caixa de email de alguém. Se quiser começar por arrumar a casa, veja como montar um processo de ordens de trabalho a sério.
O que deve procurar:
Várias formas de comunicar uma avaria, da app do técnico a um código QR no secador de mãos avariado, para os avisos deixarem de chegar como uma "palavrinha rápida" no corredor
Prioridades e SLAs definidos automaticamente, para que uma sala de servidores inundada não fique na fila atrás de uma porta que range
Histórico e manuais do ativo associados ao trabalho, para o técnico não ter de ligar para o escritório
Prova de conclusão, com fotografias e assinaturas recolhidas no local, para que "ficou mesmo resolvido?" tenha resposta antes de alguém perguntar
Automações que tiram trabalho administrativo à sua equipa, como atribuir e priorizar ordens de trabalho
Pergunte na demo: "Mostre-me uma ordem de trabalho desde o aviso de avaria até ao fecho, com um prestador de serviços envolvido." Se isso exigir três ecrãs e um email, tome nota.
A sua equipa técnica não vai usar uma app que exige as duas mãos, rede e cinco toques só para fechar um trabalho. Quando a app atrapalha, as atualizações voltam a chegar por telefone e em áudios desesperados no WhatsApp, e os seus dados perdem-se pelo caminho.
O que deve procurar:
Botões grandes e nada no ecrã além do que o trabalho exige
Funcionamento offline, com sincronização quando a rede volta
Leitura de códigos QR ou NFC para abrir o histórico de um ativo no local
Requisições de material e mensagens dentro do próprio trabalho
Pergunte na demo: "Passe-me a app do técnico e deixe-me fechar um trabalho." Depois, passe-a a alguém da sua equipa técnica. A opinião vai ser bem menos diplomática (e bem mais útil).
Se a sua ferramenta de manutenção não comunica com o ERP, o software de contabilidade, o BMS e as ferramentas de reporting, alguém vai acabar a passar faturas e listas de ativos à mão todos os meses (e é sempre a mesma pessoa). O nosso guia sobre interoperabilidade na manutenção explica como pôr os seus sistemas a partilhar dados, para que ninguém tenha de ser essa pessoa.
O que deve procurar:
Conectores prontos para os sistemas que usa, mais uma API documentada
Uma equipa que mapeia os seus sistemas, constrói o que falta e continua presente quando a sua stack muda
Custos das ordens de trabalho a chegar às finanças sem copiar e colar
Pergunte na demo: "Conseguimos integrar com o nosso ERP?"
A maioria das equipas multi-site subcontrata boa parte do trabalho reativo e a relação com os prestadores de serviços ainda vive de emails, chamadas e muita fé. Se os prestadores trabalham fora do seu sistema, perde o rasto ao trabalho assim que ele lhe sai das mãos. E quantos mais edifícios e fornecedores tiver, mais vai depender dessa fé.
O que deve procurar:
Prestadores a trabalhar na mesma ordem de trabalho, com acesso próprio, em vez de por email
Atualizações de estado em tempo real dos fornecedores, para ninguém ter de enviar "Há novidades?"
Orçamentos, aprovações e relatórios de trabalho num só sítio
Relatórios de desempenho dos fornecedores com base em dados reais, prontos para a próxima revisão de contrato
Pergunte na demo: "O que é que o meu prestador vê e o que tem de mudar para trabalhar connosco?"
Se o seu relatório mensal começa com uma ronda de telefonemas para cada edifício a pedir números (e outra ronda para os que ficaram esquecidos), não tem visibilidade multi-site. Precisa de ver todo o trabalho reativo em aberto no portefólio num só sítio, e de conseguir filtrar por edifício, tipo de ativo ou prestador.
O que deve procurar:
Dashboards que comparam edifícios lado a lado
Tempos de resposta e de reparação por edifício, categoria de ativo e fornecedor
Regras de acesso, para que cada equipa local veja o seu trabalho e você veja tudo
Relatórios que pode levar à administração sem os refazer no Excel
Pergunte na demo: "Mostre-me qual foi o edifício com mais avarias no último trimestre, e porquê."
A melhor ferramenta de manutenção corretiva é aquela de que vai precisar cada vez menos. Para isso, cada trabalho reativo tem de estar ligado ao seu plano de manutenção preventiva. Assim, as avarias que se repetem passam a ser trabalho planeado e o Reactive Loop começa a perder força.
O que deve procurar:
Trabalho reativo e planeado no mesmo sistema, com os mesmos registos de ativos
Alertas para avarias repetidas e para ativos sem plano preventivo
Relatórios sobre o seu rácio entre preventiva e corretiva, para mostrar progresso
Pergunte na demo: "Como é que isto nos ajudaria a reduzir o trabalho reativo até esta altura do próximo ano?"
Leve esta tabela para as próximas demos. Se uma ferramenta tiver mais sinais de alarme do que bons sinais, foi pensada para uma operação mais pequena do que a sua.
Critério | Bom sinal | Sinal de alarme |
|---|---|---|
Ordens de trabalho | Um registo por trabalho, da avaria à validação final | Atualizações perdidas entre emails e grupos de chat |
Mobile | A equipa técnica fecha trabalhos no local, mesmo offline | Relatórios escritos de memória ao fim do dia |
Integrações | Conectores, mais uma equipa que constrói o que falta | "Pode sempre exportar para CSV" |
Colaboração | Os prestadores trabalham dentro do mesmo trabalho | Os prestadores recebem um PDF por email |
Visibilidade multi-site | Uma vista única de todos os edifícios | Um relatório separado por edifício |
Da corretiva à planeada | O trabalho reativo e o planeado partilham os mesmos dados dos ativos | Trabalhos reativos e manutenção preventiva em ferramentas separadas |
A maioria das equipas multi-site acaba por escolher entre três tipos de ferramenta. Todas têm o seu lugar, e a escolha certa depende de quantos edifícios e fornecedores tem de gerir ao mesmo tempo.
São baratas, toda a gente as conhece e chegam bem para um edifício pequeno. Com vários edifícios, deixam de funcionar depressa: não há estado em tempo real, nem app mobile, nem registo de auditoria. E aquela folha de cálculo "temporária" que alguém criou há três anos? Normalmente continua lá, com quatro pessoas a editá-la ao mesmo tempo.
É um salto a sério em relação à folha de cálculo e, normalmente, o momento em que as ordens de trabalho deixam de estar só na cabeça de alguém. Um CMMS junta ordens de trabalho, registos de ativos e planeamento da manutenção num só sítio. O problema é que muitos foram pensados para uma única equipa interna: os prestadores continuam a receber os trabalhos por email e o sistema nunca mais sabe deles. É uma das razões pelas quais os facility managers estão a deixar o CMMS para trás.
Pensada para operações em que cada trabalho passa por várias mãos até ficar concluído. A sua equipa, os prestadores de serviços, os utilizadores dos edifícios e os outros sistemas trabalham todos na mesma plataforma. Assim, uma ordem de trabalho vai do primeiro aviso até ao prestador e volta sem ninguém ter de reencaminhar um email. E como todos os edifícios registam tudo da mesma forma, o relatório mensal passa a ser só um download.
A Infraspeak é a plataforma colaborativa de FM criada para equipas multi-site que dependem de prestadores de serviços e querem sair do Reactive Loop. Eis como responde a cada um dos seis critérios:
Ordens de trabalho: a app Pedidos mantém cada trabalho reativo num só registo, com estado em tempo real, documentos e mensagens dentro da app. As equipas podem reduzir o tempo médio de reparação (MTTR) até 83%.
Mobile: a app Infraspeak Mobile foi feita para o terreno. Funciona offline, abre o histórico de um ativo com um código QR ou uma tag NFC e mantém as requisições de material e as mensagens dentro do trabalho.
Integrações: a Infraspeak constrói à volta da sua stack, em vez de esperar que os seus sistemas estejam numa lista de conectores. Uma equipa dedicada mapeia os seus sistemas e implementa integrações standard ou à medida, depressa, com base numa API bem documentada e numa biblioteca de conectores em crescimento (entre eles SAP, Sage, Xero e Power BI). Uma equipa de sucesso de integrações continua presente depois do go-live, o Developer Portal deixa a sua equipa técnica construir ao seu próprio ritmo e o Infraspeak Data Lake junta tudo o que ligar num só sítio para analisar.
Colaboração: a Infraspeak Network junta a sua equipa e os seus fornecedores no mesmo espaço de trabalho, com atualizações em tempo real e relatórios que mostram o desempenho real de cada fornecedor. Pode reduzir até 60h por mês o tempo perdido a gerir fornecedores de forma ineficiente. Veja como funciona um trabalho reativo entre si e um fornecedor.
Visibilidade: os dashboards mostram o que se passa em todos os edifícios, equipas e fornecedores em tempo real. Cada edifício tem os seus próprios alertas de estado, e um único conjunto de relatórios cobre todas as localizações, por isso saber como está um edifício já não obriga a ir lá de carro.
Da corretiva à planeada: as ordens de trabalho e os trabalhos planeados partilham os mesmos registos de ativos, e a equipa técnica faz ambos a partir da mesma app. As Gear AI Automations tiram o trabalho administrativo à sua equipa e poupam até 8 horas por semana. Os Gear AI Alerts sinalizam planos preventivos em falta e leituras anormais antes que se transformem em avarias.
O seu portefólio está sempre a mudar e boa parte do trabalho é a mesma tarefa repetida 50 vezes (a mesma inspeção às portas corta-fogo, edifício após edifício). Com a Infraspeak, define os seus processos uma vez, à sua maneira, e cada novo edifício segue o mesmo padrão. Cada equipa local gere o seu trabalho e você vê tudo num só sítio. À medida que o portefólio cresce, junta edifícios e equipas sem ter de começar do zero.
Com estas funcionalidades, basta configurar tudo uma só vez:
As mesmas regras em todos os edifícios: atualize os SLAs das ordens de trabalho de uma região ou de um campus inteiro de uma só vez, em vez de edifício a edifício. Com os Trabalhos Planeados Distribuídos, cria um plano de manutenção uma vez e ele aplica-se a todos os edifícios que abrange, enquanto cada equipa local continua a gerir o seu próprio trabalho.
Novos edifícios a funcionar depressa: as ferramentas de importação em massa criam edifícios e copiam estruturas de localização inteiras, até às salas técnicas. Assumir um portefólio de 50 centros comerciais não tem de começar com dias de copiar e colar.
Fácil para quem está no terreno: as equipas locais têm uma app mobile com acessos por perfil e dashboards para a sua própria equipa, e os utilizadores dos edifícios comunicam problemas ao ler um código QR com a Infraspeak Direct Page, sem login.
Duas equipas multi-site mostram como isto funciona na prática.
Eis dois exemplos de equipas multi-site que já trabalham assim:
1. Rohloff Group/KFC: um grupo sul-africano de franchising de restaurantes, gere 27.500 ativos no Western Cape, em Gauteng e no Free State. O sistema antigo só conseguia guardar 5.000 itens de cada vez, por isso tudo o que fosse mais antigo era arquivado e esquecido (pouco prático quando se está a tentar perceber porque é que a mesma fritadeira avaria sempre). As ordens de trabalho corretivas viviam em folhas de cálculo e cadeias de emails. Com a Infraspeak Network, juntaram mais de 60 fornecedores num único espaço de trabalho e geriram 18.000 pedidos de orçamento e ordens de trabalho no primeiro ano. Uma integração à medida vigia agora os geradores e envia um alerta quando o gasóleo está a acabar. Num país que conhece de cor os cortes de energia programados (o famoso load-shedding), esse é o ativo que ninguém se pode dar ao luxo de esquecer.
2. Dreamfit: uma das grandes cadeias de ginásios de Espanha, que subcontrata 95% da manutenção. Os avisos de avaria andavam perdidos entre email, telefone e WhatsApp, por isso pequenos problemas ficavam por resolver tempo demais e havia máquinas que passavam semanas com um papel a dizer "avariado". Hoje, as equipas dos ginásios e os fornecedores trabalham na mesma plataforma, em 31 ginásios e com 17.000 ativos. Os tempos de resposta melhoraram e cada novo ginásio fica configurado na Infraspeak antes de abrir portas.
Por qué el mantenimiento influye en la experiencia del socio en Dreamfit · Infraspeak
Quer ver como funciona com os seus edifícios em mente? Agende uma demo e traga o trabalho reativo mais caótico que tiver. Vamos percorrê-lo consigo, desde o primeiro aviso até à validação final.