O que 281 líderes nos ensinaram sobre o futuro da gestão de facilities

Algumas tendências indicam progressos entusiasmantes, enquanto outras revelam obstáculos que o setor só poderá enfrentar com preparação.

Infraspeak Team
•16 de out. de 2026•4 min read

Após termos entrevistado profissionais de gestão de facilities de 19 indústrias diferentes, precisamos revelar, desde já, que as respostas foram… surpreendentes.

De Portugal e Espanha a França, Reino Unido e Brasil, passando por um sólido conjunto de países africanos e sul-americanos, o nosso questionário abarcou o mundo todo. Com 75% dos entrevistados em cargos de liderança, estes insights vêm daqueles que estão impulsionando o setor. Fizemos as perguntas difíceis e todos responderam sem rodeios — de forma crua, sem filtros e, algumas vezes, brutalmente honesta.

Apesar da ampla variedade de perspectivas e opiniões, as tendências que moldam o mundo da gestão de facilities são claras. Algumas indicam progressos entusiasmantes, enquanto outras revelam obstáculos que o setor só poderá enfrentar com preparação.

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Tecnologia avançada, resultados pouco impressionantes

Provavelmente, já ouviu e leu todas as palavras da moda — ‘sistemas inteligentes de edifícios’, ‘dispositivos IoT’, ‘análises avançadas’ — ou seja, termos relacionados com a tecnologia sofisticada que supostamente está revolucionando a gestão de facilities. No entanto, quando as equipes foram questionadas sobre o que realmente sentem em relação a estes progressos tecnológicos, os resultados não corresponderam às expectativas.

Sim, 84% das equipes de gestão de facilities estão usando tecnologia para gerenciar edifícios, mas apenas uma minoria de 16% considera que as suas ferramentas de análise estão efetivamente gerando valor. Preocupante, concorda?

41% dos usuários de ferramentas de análise de dados e de relatórios se sentem desconectados ou desiludidos. E embora todos vejam a IA e a automação como a próxima grande transformação (67% acreditam que a IA moldará a gestão de facilities nos próximos cinco anos), mais de metade (53%) nem sequer têm orçamento para fazer essa implementação. Não é bem o grande salto tecnológico de que estávamos à espera…

O custo orienta as decisões — até as mais estratégicas

As limitações orçamentais estão comandando o rumo da gestão de facilities. Mais de 60% dos entrevistados afirmam que reduzir os custos operacionais é a sua principal prioridade, e 67% encaram as economias de custos como o seu segundo KPI mais importante.

Para 76% das empresas de gestão de facilities, o custo é o fator que dita, inclusivamente, a escolha de fornecedores. No entanto, 56% afirmam que o maior desafio é encontrar fornecedores confiáveis.

Diminuir orçamentos significa fazer escolhas difíceis. Seja adiar atualizações tecnológicas, deixar de lado projetos de sustentabilidade ou reduzir contratações, o impacto de orçamentos apertados pode ser sentido em toda a linha.

As equipes estão presas ao ‘modo de sobrevivência’, priorizando economias de curto prazo em detrimento de ganhos a longo prazo. Assim, quando chega o momento de dar passos arrojados, parece que é a carteira que tem a última palavra.

O maior ângulo morto da gestão de facilities

A gestão de facilities é exigente e todos os profissionais do setor sabem que não se trata apenas de longas horas de trabalho e prazos apertados. É também andar correndo à procura de um empreiteiro às duas da manhã porque o sistema de extinção automática de incêndios estragou. É atender chamadas furiosas de inquilinos quando o ar-condicionado decide tirar férias no dia mais quente do verão. Em momentos como estes, uma comunicação clara e rápida pode fazer toda a diferença.

Na realidade, quase metade dos atrasos no trabalho (48%) têm origem em falhas de comunicação. Apesar da sua importância, a nossa pesquisa concluiu que a comunicação é frequentemente subestimada. Apenas 18% dos respondentes assinalaram a má comunicação dos seus fornecedores, enquanto 74% não entendem como as falhas de comunicação prejudicam o envolvimento das partes interessadas.

Mas as consequências de uma comunicação ineficiente vão muito além de tarefas atrasadas. As falhas de comunicação estão derrubando, literalmente, tudo o que está sendo construído. A confiança dos clientes, as relações com fornecedores, a motivação dos colaboradores, a eficiência da manutenção… Em resumo, estão colocando em causa a prosperidade do seu negócio.

O nosso relatório expõe tudo: onde estão os ângulos mortos, como estes estão sabotando silenciosamente as suas operações e o que você pode fazer para resolvê-los. Da manutenção à sustentabilidade, passando pela saúde e segurança, recheamos este relatório com recomendações práticas que vão te ajudar a recuperar o controle.O que realmente importa está nos dados — baixe o relatório completo e saiba tudo sobre as últimas novidades das principais áreas da gestão de facilities.