Como Fazer o Rastreamento de Ativos Passo a Passo
Saiba porque é que o facility manager deve fazer o rastreamento de ativos, quais os benefícios, os métodos e as tecnologias recomendadas.
Saiba porque é que o facility manager deve fazer o rastreamento de ativos, quais os benefícios, os métodos e as tecnologias recomendadas.

O rastreamento de ativos, também conhecido como asset tagging, consiste em identificar cada ativo durante toda a sua vida útil. Aplica-se tanto a ativos fixos como a ativos móveis e a sua principal vantagem é que permite reunir toda a informação sobre o ativo, desde a sua localização ao histórico de manutenção. Esta funcionalidade é essencial num software gestão de ativos moderno. E de certeza que isto merece a sua atenção.
Como já deve calcular, o rastreamento de ativos é um processo importante para todos os edifícios e indústrias que podem beneficiar de um software CMMS, como centros comerciais, hospitais, escolas e colégios, armazéns e fábricas. Neste artigo, explicamos como fazer o rastreio de ativos passo a passo e que tecnologias tem à sua disposição para o fazer. Começamos? (software de manutenção (CMMS))
Esta abordagem é fundamental para empresas que utilizam software gestão de facilities para otimizar a gestão dos seus espaços e equipamentos.
Há várias vantagens no rastreamento dos ativos, das quais destacamos:
✓ É mais fácil manter um histórico do uso, ações de reparação e de manutenção;
✓ Poupa tempo a procurar informação sobre o equipamento e o seu histórico;
✓ Simplifica a recolha de dados com precisão, o que permite conhecer melhor em que fase do ciclo de vida está, avaliar o estado do ativo e a sua criticidade;
✓ Permite tomar decisões com mais exatidão e segurança, devido à fiabilidade dos dados;
✓ Quando faz parte de uma estratégia integrada de manutenção, permite tomar ações de manutenção preventiva atempadamente;
✓ Como todos os equipamentos estão identificados e algumas tecnologias funcionam à distância, pode ajudar a prevenir roubos.
O rastreamento de ativos integra-se perfeitamente com outras soluções como software gestão de stocks para uma gestão completa dos recursos da empresa.
O primeiro passo para rastrear os ativos é identificar o tipo de ativo e categoria. Se já tem um sistema de classificação de equipamentos e um inventário bem organizado, este passo será muito simples. Caso contrário, terá de implementar um sistema de classificação para poder começar a agrupar os seus ativos.
Não há uma maneira única de fazer esta classificação: pode agrupá-los por departamento (por ex., ativos do departamento financeiro, do departamento R&D), função (por ex., AVAC, sistema elétrico, alarmes) ou uso (por ex., mobiliário, IT, equipamento áudio-visual), conforme for mais conveniente para a sua empresa.
Importante: inventariar todos os ativos não significa que todos precisem necessariamente de um número de identificação ou de uma tag. Defina um valor mínimo que justifique o investimento na etiqueta de produto e do seu tempo. No entanto, não se concentre só no custo do ativo – um computador ou um disco externo, além do seu valor físico, também podem conter informação valiosa para a empresa e que vale a pena proteger.
Dentro do possível, dê prioridade a ativos móveis que se podem perder com facilidade e que são muito requisitados (por ex., uma máquina de medir a tensão ou um ecógrafo num hospital, um kit completo de ferramentas numa fábrica ou um projetor num colégio).
Para equipas que trabalham no terreno, o rastreamento de ativos móveis pode ser integrado com software field service management para melhor coordenação das operações.
Cada ativo deve ter um número de identificação único (ID) que o distinga dos restantes equipamentos do mesmo tipo e categoria. Este ID deve ser consistente para fins de manutenção, organização e contabilidade, entre outros. Segundo o tipo de categorização que escolher, também pode atribuir um significado a certas parcelas de código.
Por exemplo, 001 para designar equipamentos localizados no piso 1, 002 para ativos localizados no piso 2, e por aí em diante; 011 pode corresponder a ativos de restauração e cozinha, 012 a equipamentos elétricos, 013 a alarmes e sistemas de segurança, etc. Assim sendo, sabe imediatamente que o ativo 001013044 corresponde a um alarme situado no primeiro piso.
Dica: embora possa ser tentador adotar o número de série como ID, lembre-se que os números de série seguem um formato inconsistente e que variam de marca para marca. Por isso, apesar de parecer simplificar o processo, não é uma boa opção a longo prazo, nem permite a identificação imediata dos ativos.
Organizações mais complexas podem beneficiar da integração com software CAFM para uma gestão abrangente de facilities e ativos.
O ID de cada ativo precisa de estar na respetiva tag (ou etiqueta). Isso leva-nos ao passo 3: escolher o tipo de etiqueta adequado, porque a etiqueta tem de se manter legível durante toda a vida útil do equipamento. Há diversos tipos de etiquetas, cada um com as suas vantagens e desvantagens, e deve escolher o mais resistente para o que pretende. Deixamos aqui alguns exemplos:
etiquetas manuais em papel – são as mais low-cost, mas também das menos resistentes; é uma tarefa manual, pouco exata, sem verificação.
códigos de barras simples – uma opção simples e rápida, mas que requer uma base de dados dos ativos; isto dificulta a acessibilidade à informação.
códigos de barras com RFID – um pouco mais complexos do que os códigos de barras simples, estes códigos estão ligados a um sinal de rádio, o que faz com que funcionem como um “chip” e possam ser combinados com a tecnologia de GPS. Isto permite a recolha de dados em tempo real e torna-os mais seguros e mais eficientes. Podem ser lidos a distâncias maiores, por isso são ideais para ativos pouco acessíveis. Contudo, exigem investimento em leitores de códigos de barras.
tags NFC – tal como os códigos de barras com RFID, as tags NFC permitem registar dados em tempo real e aceder à informação rapidamente (a tag pode conter só a ID, mas também levar para um website ou a dados armazenados na cloud), com a vantagem de não precisar de investir em novas tecnologias: pode ler as etiquetas NFC com um smartphone. No entanto, só funciona a distâncias curtas (poucos centímetros) e terá de adquirir etiquetas com características específicas para usar no exterior.
QR codes – assim como as tags NFC, podem ser lidos com um smartphone. Precisam de estar completamente visíveis, o que pode ser uma desvantagem em certos ativos.
Ao criar a etiqueta para fazer o rastreamento do ativo, convém registar alguma informação essencial como, por exemplo, o número de série, o fabricante ou empresa responsável, a data de aquisição, a localização do ativo, o departamento a que pertence, o estado do equipamento e o valor do ativo.
Depois da etiqueta estar pronta, só falta a parte mais simples: colocar a etiqueta. Consoante o tipo de ativo e a zona onde está localizado, escolha entre uma etiqueta adesiva (menos resistente ao calor e à humidade, mas fácil de aplicar e apropriada para interiores) ou uma aplicação mecânica (em chapas, por exemplo).
O controlo rigoroso de ativos também suporta requisitos regulamentares através de software gestão de compliance.
O último passo para fazer o rastreamento de ativos é implementar processos internos para etiquetar futuros equipamentos: definir quem fará novas etiquetas se necessário; treinar a sua equipa para não mudar ativos de sítio sem o registar; evitar alterações não autorizadas e integrar com todos os softwares da empresa, incluindo o software de gestão de manutenção.