O fosso da sustentabilidade — porque é que 53% das equipas de FM estão a falhar

Os nossos edifícios são responsáveis por 40% das emissões globais de CO2 a nível mundial

Infraspeak Team
•16 de outubro de 2026•5 min read

Apesar da pressão crescente para se tornarem ecológicas, mais de metade das equipas de facility management não seguem práticas sustentáveis ou não têm a certeza se as seguem. Pare um pouco para pensar nisto.

Já não podemos ignorar o impacto do FM na sustentabilidade. Os nossos edifícios e ambientes construídos são responsáveis por 40% das emissões globais de CO2 e por 35% dos resíduos a nível mundial (Fonte: Frost & Sullivan). A necessidade da adoção de práticas sustentáveis de FM é uma evidência.

No entanto, o FM prega, mas não pratica — apenas 36% considera a sustentabilidade uma prioridade na seleção de fornecedores, e só 24% se importa com este critério na escolha de clientes.

Os seus esforços de sustentabilidade estão desenhados para ter sucesso? Avalie a sua abordagem à sustentabilidade e descubra a sua posição face à concorrência.

Analisemos mais de perto os quatro obstáculos principais que estão a travar o progresso da sustentabilidade no FM.

1. O custo sobrepõe-se à sustentabilidade

Um dos principais desafios no FM é encontrar um equilíbrio entre os objetivos de sustentabilidade e a pressão constante para controlar custos. Sejamos claros: as implicações financeiras são colossais. Introduzir tecnologias sustentáveis em novas construções ou modernizar estruturas antigas exige investimentos avultados.

Espera-se que os facility managers façam o impossível: integrar fontes de energia renováveis, otimizar sistemas AVAC, reduzir resíduos. Tudo, enquanto espremem até ao último cêntimo os orçamentos apertados.

As empresas perseguem certificações ‘verdes’ – um isco brilhante para investidores. Mas a falta de financiamento impede frequentemente as empresas de tomar as medidas necessárias para reduzir a sua pegada de carbono e tornarem-se verdadeiramente sustentáveis. Os facility managers ficam presos entre ambiciosas metas ecológicas e a dura realidade de orçamentos limitados, vendo descarrilar a sua jornada de sustentabilidade.

2. O ROI perfeito não existe

Para além dos elevados custos iniciais, os gestores precisam de aceitar outra verdade inconveniente: a próxima vaga de descarbonização não trará ganhos financeiros rápidos.

Bombas de calor, frotas de veículos elétricos e grandes remodelações, exigem um investimento significativo. Em alguns casos, não haverá um ROI direto — apenas uma maior despesa operacional.

Assim, há que escolher o menor entre dois males. Porque adiar a ação não é cautela — é uma derrota prestes a acontecer. Esperar por circunstâncias de ROI ideal deixará as organizações expostas. Pense em infrações legais e multas, danos reputacionais e ativos irrecuperáveis.

O mercado está a mudar rapidamente. Clientes, investidores e reguladores não vão esperar — e não perdoarão a sua hesitação. As empresas que não se adaptarem não só vão falhar os objetivos, como também vão perder terreno para a concorrência. Alcançar a neutralidade carbónica é uma obrigação clara — a inação já não pode ser justificada.

3. Edifícios inteligentes exigem competências à altura

Edifícios de baixo consumo energético e baixas emissões de carbono são agora o novo standard. Cada vez mais complexos, equipados com tecnologias de ponta, exigem um conjunto de competências totalmente novas para serem geridos.

Tecnologias de edifícios inteligentes e integração de IoT: é assim que funcionam os novos edifícios energeticamente eficientes. Os seus dados são direcionados para sofisticados sistemas de gestão de edidícios (BMS), que monitorizam o desempenho face aos KPI, recolhendo informações de inúmeras fontes para otimizar ativos críticos como AVAC e iluminação.

Estas tecnologias? Sem dúvida que são poderosas. Mas extrair informações verdadeiramente úteis e geri-las exige competências sólidas. E enquanto a tecnologia de gestão de edifícios avançou a um ritmo acelerado, as competências dos facility managers e das suas equipas nem sempre acompanharam essa evolução.

4. A zona de conforto de um bilião de dólares

Apenas 19% veem a sustentabilidade e a colaboração como tendências-chave do FM. Isso não é surpresa. A sustentabilidade não é a única tendência que as equipas de FM convenientemente ignoram. Na verdade, a maior parte da inovação é desvalorizada. E esse é o problema central que bloqueia qualquer progresso real no FM.

O FM é notoriamente conservador. Não mudar é confortável. Afinal de contas, as equipas de FM já têm de lidar com problemas suficientes no dia a dia — para quê acrescentar mais tarefas?

Este conforto é um sedativo poderoso. Mas, escondida sob a rotina do dia a dia, está uma oportunidade enorme que muitos estão a perder. A McKinsey prevê que o mercado de reabilitação dispare dos atuais 500 mil milhões de dólares para 3,9 biliões de dólares até 2050. Já não estamos apenas a falar de nos tornarmos verdes — trata-se de uma oportunidade económica massiva.

Então, como é que se agarra uma fatia deste bolo? Analise de forma desempoeirada as suas operações atuais e ofereça serviços adicionais para responder a esta procura crescente. É o caminho mais claro para a diversificação e o crescimento.

Não sabe como começar a sua jornada de sustentabilidade? Definir uma estratégia é fundamental para concretizar qualquer transformação e estamos aqui para ajudar. O nosso relatório detalha os passos que as equipas de FM mais inovadoras já estão a dar para colmatar o fosso da sustentabilidade. A postos para começar? Obtenha já a sua cópia.